Após vários meses de negociações, a Booking.com revisou seus termos contratuais aplicáveis aos hoteleiros franceses. A plataforma de reservas online fez essas alterações após uma notificação formal da Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Controle de Fraudes (DGCCRF), que destacou cláusulas consideradas desequilibradas e prejudiciais aos estabelecimentos.
Resumo
A Booking.com está sob investigação da Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude (DGCCRF) da França
Conforme noticiado pelo L'Écho Touristique, a DGCCRF (Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude) emitiu uma notificação formal à Booking.com em julho de 2025, após uma investigação sobre as relações comerciais entre plataformas de reservas e hotéis franceses. A agência considerou que certas cláusulas nos termos e condições de serviço da plataforma não estavam em conformidade com a legislação europeia.
A Agência de Controle de Fraudes estava visando, em particular, as disposições que provavelmente restringiam a liberdade de precificação dos hoteleiros, limitando sua capacidade de oferecer, em seus próprios canais de venda, preços diferentes daqueles exibidos no Booking.com.

Cláusulas modificadas antes do prazo estabelecido
A Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude (DGCCRF) francesa havia concedido à Booking.com até 31 de dezembro de 2025 para adequar seus contratos, sob pena de sanções financeiras que poderiam chegar a dezenas de milhões de euros. Segundo informações publicadas pelo L'Écho Touristique, a plataforma realizou as alterações necessárias dentro do prazo estipulado.
Em um comunicado de imprensa publicado no final de janeiro de 2026, a DGCCRF (Direção-Geral da Concorrência, Assuntos do Consumidor e Combate à Fraude) confirmou que a Booking.com havia, de fato, alterado seus termos contratuais. No entanto, a agência indicou que permaneceria vigilante quanto ao cumprimento e à efetiva implementação dessas alterações nas relações entre a plataforma e os hoteleiros.
Uma adaptação estruturada, sem reversão estratégica
A Booking.com respondeu à notificação formal no verão de 2025, afirmando que estava cooperando com as autoridades francesas, embora contestasse o mérito da análise. A plataforma manteve, na época, que suas práticas continuavam em conformidade com as normas europeias, concordando, porém, em adaptar certos aspectos de seus contratos.
Essa medida permite que a Booking.com evite processos judiciais, sem colocar em questão seu modelo econômico baseado na intermediação e a visibilidade oferecida aos estabelecimentos parceiros.
Um sinal aguardado pelos hoteleiros
Do ponto de vista dos profissionais, essa decisão é vista como um sinal importante. Representantes da indústria hoteleira vinham denunciando há vários anos o que consideravam práticas desequilibradas em seus relacionamentos com as principais plataformas de reservas.
As alterações nos termos e condições podem dar aos estabelecimentos maior flexibilidade em suas estratégias de preços e distribuição direta. Resta saber qual será o impacto concreto dessas mudanças na prática e como elas se traduzirão nas interações diárias entre o Booking.com e os hoteleiros.
Fontes

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